Nossos vídeos

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Uma reflexão consistente sobre religiões

O cristianismo e o islamismo completam a coleção “Em que acreditam?”

Duas das principais doutrinas religiosas são detalhadas por especialistas. “Em que acreditam os cristãos?” e “Em que acreditam os muçulmanos?” apresentam um rico panorama dos ensinamentos e práticas destas duas religiões, que, atualmente, parecem estar em conflito. Os autores mostram que ambas tem muito em comum, como a tolerância entre suas principais características. Estes lançamentos da Editora Civilização Brasileira (www.record.com.br) chegam às livrarias nesta semana.

Em que acreditam os cristãos?

Malcom Guite
Editora Civilização Brasileira (Grupo Editorial Record)
198 páginas
Formato: 12 x 18 cm
Preço: R$ 24,90

Em que acreditam os muçulmanos?
Ziauddin Sardar
Editora Civilização Brasileira (Grupo Editorial Record)
224 páginas
Formato: 12 x 18 cm
Preço: R$ 24,90

As crenças de cristãos e mulçumanos são explicadas nos dois novos livros da coleção Em que acreditam? Duas das mais importantes religiões do mundo ganham o olhar de renomados especialista internacionais, que mostram a diversidade de práticas entre os fiéis.

O cristianismo hoje conta com cerca de 2 bilhões de adeptos das mais diferentes línguas e culturas. Esta configuração faz com que apesar de uma base comum de fé, a interpretação sobre os mandamentos e ensinamentos desta doutrina ganhem diversas nuances. O amor é o fio condutor da análise empreendida por Malcom Guite no livro “Em que acreditam os cristãos?”. O conceito é uma motivação central presente nas diferentes doutrinas cristãs. Além deste, outros três elementos podem ser percebidos. O primeiro é um certo senso de pertencimento ou pertença; o outro é crer e o terceiro elemento é a ênfase no comportamento.

Com informações muito interessantes a respeito da cultura islâmica - como a descrença no pecado original e de que existem tantos fiéis na China quanto no Egito – “Em que acreditam os muçulmanos?” apresenta um rico panorama da doutrina islâmica. Ziauddin Sardar descreve as bases sobre as quais foi criada e desenvolvida essa religião, suas crenças e práticas, assim como os acontecimentos mais importantes da história do profeta Muhammad e do povo muçulmano. O autor mostra que apesar de o islamismo ser associado, atualmente, a práticas de fanatismo, ódio e violência, em seu cerne estão a unidade, a humildade, o perdão e o amor a Deus.

Aquilo em que acreditamos define quem somos aos nossos olhos e aos olhos dos outros. “Em Que Acreditam?” é uma nova série que introduz sistemas diferentes de crença do mundo inteiro em livros condensados, leves e acessíveis que não tentam convencer ou converter – pelo contrário, eles enfocam as maneiras como as crenças afetam as vidas diárias daqueles que acreditam nelas. A coleção ainda conta com livros sobre os astrólogos, os budistas, os judeus.

Malcom Guite é capelão do Girton College, em Cambridge, e professor da Federação das Faculdades Teológicas de Cambridge. Nascido no Paquistão e criado na Grã-Betanha, Ziauddin Sardar é escritor, radialista e comentarista. Além de ser editor da revista Futures e co-editor da revista Third Text, Ziauddin já escreveu mais de quarenta livros sobre islamismo e ciências políticas, entre os quais estão os renomados The future of Muslim Civilization: The Shape of ideas to come; Why do people hate America?; e Desperately Seeking Paradise.

Histórias de arrepiar de Redenção da Serra

Editora DCL lança o livro Contos de Assombração, com histórias de terror do interior paulista.


Todo mundo conhece uma história de alma penada. Seja morador do campo ou da cidade, em algum momento, junto com os amigos, surge uma história de terror de arrepiar. Na cidade de Redenção da Serra, interior paulista, três contadores de causos se destacavam por suas histórias assombrosas: Tavinho Pereira, Bento Rosa e Pedro Friciano. Agora, dezessete delas estão registradas na obra Contos de Assombração, lançada pela editora DCL, de autoria de Maurício Pereira.
O autor cresceu ouvindo histórias de arrepiar, já que seu pai, Tavinho Pereira, era um dos maiores contadores da região de Redenção da Serra, cidade próxima a Taubaté (SP). “É muito comum ouvir causos por aqui, pois é uma cidade onde moraram muitos escravos e havia muitas lendas de coisas de outro mundo”, explica. Como sempre gostou desses contos, decidiu reuni-los em um livro com a intenção de ser uma fonte para uma geração que cresceu ouvindo essas histórias e para as futuras, que terão oportunidade de conhecer as lendas do interior paulista.
No livro Contos de Assombração, personagens como saci, lobisomem, sete velhas da estrada, corpo-seco, o homem da mala, entre outros, são os protagonistas de histórias que deixarão os leitores de cabelo em pé de tão assustadores. Entre as histórias presentes estão O saci no bairro do Paraitinga; As sete velhas da estrada; Gritos na noite pelas estradas; Os frangos perdidos na grota; O homem da mala e O encontro de Bento Rosa com o lobisomem. “Todas essas histórias meu pai narrava e, para ele e seus amigos, era comum contar esse tipo de causos, coisa que para eles era tido como verídico. Eles, inclusive, diziam que já haviam cruzado com o lobisomem”, disse o autor.

Foram dois anos de muito trabalho para elaborar a obra. O autor precisou convencer os três contadores de histórias a recordá-las para, posteriormente, registrá-las. Como cita na apresentação do livro, “Tavinho tinha terror mesmo era de tecnologia: nem com o forno de micro-ondas o contador se entendia. Com jeitinho, seu filho Maurício gravou suas histórias em mp3”. Por falar em nisso, o livro Contos de Assombração é uma forma de homenagear a memória desse narrador de histórias fantásticas. “Quis registrar isso para meus filhos e netos. No fundo, eu sabia que meu velho pai não poderia contar para eles pessoalmente”, justifica.
Para dar um clima de suspense, Maurício caprichou nas ilustrações que ajudam a contar os causos apresentados. O que se vê são sombras e imagens que exploram o autocontraste, permitindo ao leitor “completar” a cena. Ao final do livro há um mapa mostrando onde todas as histórias se passaram e um pequeno perfil de Tavinho Pereira, Bento Rosa e Pedro Friciano. Contos de Assombração é um resgate do folclore brasileiro, contado de forma leve, agradável e que permite ao leitor viajar no mundo do terror. Mas cuidado ao sair de casa depois de ler um conto desses!

FICHA TÉCNICA:

Título: Contos de Assombração
Autor: Maurício Pereira
Formato: 20,5 x 27,5 cm
Acabamento: Brochura
Nº. de Páginas: 48
ISBN: 978-85-368-0645-7
Preço: R$ 26,00

Liga Brasileira de Editoras (LIBRE)

A Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) apresenta a Primavera dos Livros - São Paulo-2010, na Livraria Cultura, reunindo em um só lugar obras do catálogo de mais de 100 editoras independentes, responsáveis em grande medida pela diversidade de títulos do mercado livreiro.


Do dia 01 a 15 de novembro, a Livraria Cultura do Conjunto Nacional vai expor uma seleção especial de livros das editoras da LIBRE, além de receber uma extensa programação de eventos gratuitos para o público adulto e infantil.


Com o objetivo de oferecer espaço para as editoras independentes de todo o país e conscientizar o público-leitor sobre a importância e o prazer da leitura e da bibliodiversidade, a Primavera na Cultura reunirá editores, autores e intelectuais de diversas áreas do conhecimento para refletir sobre pluralidades e diversidades - étnicas, políticas, de gênero, artísticas e literárias. Porque os livros das editoras da Libre fazem a diferença!



Agenda:
Primavera na Cultura
De 01 a 15 de novembro de 2010, das 9h30 às 21h30
Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP
Informações pelo telefone (11) 3170-4033 ou pelos sites: www.livrariacultura.com.br/eventos e www.libre.org.br

terça-feira, 12 de outubro de 2010

POR QUE A GENTE É DO JEITO QUE A GENTE É?

É possível programar a personalidade de uma criança? Quanto um adulto consegue mudar seus comportamentos? Quais as diferentes inteligências e como melhor utilizá-las? Aprimorar pontos fortes ou consertar pontos fracos, o que dá melhores resultados? O que é mais importante para o sucesso, esforço ou talento?

Eduardo Ferraz, consultor a mais de 20 anos em gestão de pessoas, desenvolve 17 capítulos com vasto repertório teórico, cases e histórias nos quais demonstra conceitos da Neurociência e Psicologia em linguagem acessível e bem-humorada. A interatividade com o leitor é estimulada o tempo todo, a partir de testes e questionamentos que auxiliam na compreensão do comportamento humano.

O conteúdo da obra mostra que o bom resultado, em qualquer projeto, depende de um fator básico: se posicionar para ser a pessoa certa no lugar certo. Por que a Gente é do Jeito que a Gente é? é a oportunidade de estimular nosso autoconhecimento, aperfeiçoar os talentos e alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Ficha Técnica:

Título: Por que a gente é do jeito que a gente é?
ISBN: 9788573126983
Formato: 21,0 x 14,0
Número de páginas: 200
Gênero: Desenvolvimento pessoal/autoconhecimento.
Preço: R$ 29,90

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

José Francisco Pacóla lança livro em Campinas

"O Teclado Banguela" traz histórias e reflexões sobre pessoas próximas ou anônimas, reais ou imaginárias. O jornalista fala da infância em Mogi Mirim, comenta notícias de jornal e situações que misturam realidade e ficção. O lançamento será na próxima terça-feira, dia 14 de setembro, a partir das 19h, no Giovannetti Cambuí (rua Padre Vieira, 1.277), em Campinas.


Há alguns anos, quando tentou trocar o jornalismo pela advocacia, José Francisco Pacóla temeu perder a leveza do texto que o consagrou na mídia frente ao linguajar pesado, sisudo, técnico, ritualístico e formal dos Tribunais. Assim, aproveitava os finais de semana para exercitar a escrita, relatando histórias reais e imaginárias ou colocando no arquivo de seu computador reflexões sobre sua própria vida e a de seus amigos.

As histórias eram distribuídas por e-mail para um pequeno grupo de privilegiados que podiam iniciar bem a semana com a leitura das Crônicas de Segunda. O sucesso desse despretensioso projeto o animou a compilar 55 de suas crônicas em um livro que recebeu o bem humorado título de O Teclado Banguela.

O lançamento será no dia 14 de setembro, a partir das 19h, no Giovannetti Cambuí (na rua Padre Vieira, 1.277), em Campinas, interior de São Paulo. O livro traz o selo da Editora MM, tem 172 páginas e custa R$ 20,00. Os exemplares podem ser adquiridos pelo site www.wikishop.wiki.br

As crônicas reúnem histórias da infância de Pacóla em Mogi Mirim, notícias publicadas em jornais e situações que misturam realidade e ficção. "'O Teclado Banguela' é uma coletânea daqueles textos despretensiosos que invadiram a caixa postal eletrônica dos amigos. Escrevê-los foi uma delícia e ter o feed back positivo por meio dos comentários dos amigos foi melhor ainda", diz o jornalista.

Sobre as crônicas


Pacóla começou a escrever as crônicas no período em que se afastou do jornalismo para dedicar-se à advocacia. Toda segunda-feira, logo pela manhã, ele mandava o texto para um pequeno grupo de amigos, via e-mail. Agraciados pela ora curiosa ora divertida, ora interessante leitura, os amigos passaram a redistribuir os textos para seus conhecidos, formando, assim, uma legião de leitores virtuais.

A sugestão de compilá-las em um livro foi dos próprios amigos que vez ou outra tinham a vontade - e, talvez, a necessidade - de reler algumas das histórias relatadas e das quais sabiam estar envolvidos, mesmo que a citação raramente fosse nominal.

"Falei minha da infância, comentei fatos, imaginei, aumentei e inventei situações, misturei realidade e ficção e, principalmente, deixei a criatividade fluir sem compromisso. Acho mesmo que fiz terapia em capítulos. Fatiei o tempo e deixei em cada espaço minha impressão digital. Permiti-me acrescentar às crônicas alguns contos porque acredito que o gênero é o que menos importa", explica o jornalista.

O prefácio do livro é assinado pelo jornalista Roberto Godoy, como ele próprio descreve, companheiro de Pacóla de tantas jornadas jornalísticas. Eles são amigos e cúmplices em projetos de três diferentes redações: no Estado de São Paulo, no Correio Popular e na Agência Estado. Godoy define o livro como "singelo e atraente, um objeto que se firma em pé pela condição peculiar de reunir crônicas, reflexões e artiguetes (é, sim, jargão de gente da notícia), escritos por um jornalista acostumado ao alucinante ritmo cotidiano do que neste estranho ano de 2010 é chamado de 'mídia impressa diária', Santo Deus".
Outro amigo, o também jornalista Eduardo Mattos, assina o texto da "orelha" do livro. Para a revisão dos textos o autor foi buscar a ajuda de ninguém menos do que José Flávio Juliani Citélli, poeta e professor que lhe ensinou a língua portuguesa no ensino médio, cursado em Mogi Mirim.

Sobre o autor


José Francisco Pacóla trabalha, hoje, como coordenador da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ele formou-se em Jornalismo (1984) e em Direito (1994) pela Universidade Católica de Campinas. Natural de Mogi Mirim, iniciou a carreira de jornalista em sua cidade natal, trabalhando nos jornais O Regional e A Comarca.



Exerceu as mais diversas funções jornalísticas - repórter, correspondente, editor e colunista político - em jornais de Campinas (Diário do Povo, Jornal de Domingo e Correio Popular) e da capital paulista Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo). Em Balneário Camboriú (SC) chegou a fundar um jornal. Foi, ainda, colaborador da revista M+, e atuou como assessor de comunicação da Câmara Municipal de Valinhos e da Prefeitura de São Paulo.

Em 1990, foi um dos vencedores do Concurso Nacional de Jornalismo "Instituto Liberal - I Prêmio Fenícia de Imprensa" na categoria Melhor Reportagem Coletiva com a série de reportagens "O Brasil que dá certo".

Exemplo de uma das crônicas
Presente de estação

Era domingo de manhã. O homem entrou no metrô e sentou-se no fundo do vagão. Vestia uma camisa branca amarrotada, calças jeans desbotadas e tênis pretos. Na mão esquerda carregava uma blusa de náilon, com palavras em inglês que, juntas, não faziam sentido algum. Na mão direita, tal qual a canção, a rosa.
Antes da primeira estação, o homem já adormecera. Fazia calor. A impressão que se tinha é de que ele havia passado a noite trabalhando. Sua cabeça pendia, assim como seus óculos de grau pendurados à altura do peito por um fio preto. Ele estava visivelmente cansado e esse aspecto era evidenciado pela barba por fazer.
Ninguém notou o homem. Ninguém deu a mínima para a rosa. Nem o velho que lia o noticiário de esportes no jornal dobrado nem o rapaz de cabelo moicano e piercing nos lábios, no nariz e na orelha. Tampouco o japonês e sua namorada de cabelos oxigenados, vestida com roupa de ginástica, a calça de lycra, justa e curta, deixando à mostra suas panturrilhas brancas como vela. Nem mesmo a velha senhora, com o terço que parecia extensão de seus dedos.
As portas do vagão se abriram e se fecharam várias vezes. Muitas pessoas entraram e saíram, revezaram-se nos assentos de plástico ou ficaram em pé, segurando na barra de ferro e olhando o vazio, enquanto a voz grave anunciava pelos alto-falantes: "Estação Sé, desembarque pelo lado esquerdo do trem".

A blusa deslizou pelos dedos do homem e foi ao chão. O homem acordou e ajeitou-a agora em seus braços. A rosa continuava firme em sua mão direita. Era uma rosa vermelha. As poucas folhas de seu caule verde já estavam murchas. Ele segurava o botão desajeitadamente, apertando-o com os dedos fortes, mas dele não largava.

Para quem aquele homem levava a rosa, depois de uma madrugada inteira de trabalho? Seria seu aniversário de casamento? Talvez sua filha estivesse completando 15 anos naquele domingo de inverno. Ou, quem sabe, era tudo o que ele podia levar para a mãe doente.
Cheguei à minha estação de destino e desci. O homem continuou lá, segurando a rosa vermelha. O trem partiu, levando consigo minha curiosidade. Nunca vou saber quem recebeu aquela rosa que viajou de metrô, apertada entre os dedos do homem sonolento. Mas tenho certeza que ela chegou ao seu destino, sem embalagem de luxo, com suas folhas murchas, mas com sua essência intacta: a rosa ainda tinha cor, perfume e o gesto carinhoso do homem do fundo do vagão.
Serviço

Livro O Teclado Banguela
Dia: 14 de setembro, a partir das 19h
Local: Giovannetti Cambuí (na rua Padre Vieira, 1.277), Campinas (SP) São Paulo.
Editora MM
172 páginas
R$ 20,00
Venda de exemplares: http://www.wikishop.wiki.br/

O PODER DA GENTILEZA - LANÇAMENTO DIA 18/09