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domingo, 1 de março de 2015

LIVRO JUDAS TOMÉ DE ANTONIO CARLOS KLEIN

Em momento oportuno, chega às livrarias Judas Tomé, obra do professor Antonio Carlos Klein. Escrito e reescrito à exaustão ao longo de nove anos, resultou em um livro que concilia História e Literatura, uma espécie de palimpsesto do século XXI. Judas Tomé apresenta a desconhecida e extraordinária história do discípulo questionador, rotulado incrédulo pelos joanistas, que se tornou um apóstolo relutante e que foi mártir na Índia. Um dos pontos de destaque vem a ser uma tese inédita sobre a ressurreição de Jesus. O livro foi idealizado quando Klein, casualmente, ao folhear O Livro das Maravilhas, de Marco Polo, deparou com a informação de que o túmulo de São Tomé, o apóstolo, se encontrava na província de Maabar e era um centro de peregrinação para sarracenos e cristãos. Era uma equação que não parecia real. Como um cristão da primeiríssima geração podia estar sepultado em lugar tão distante? Tempo, lugar e personagem formariam uma lenda absurda? A partir daí Klein começou as pesquisas que resultaram nesta obra.
Tudo que se relacionava a Tomé ou à época em que ele viveu se tornou objeto de sua pesquisa. Com paciência e disciplina, Klein atou os fios de uma infinidade de leituras. De obras densas, extraiu e burilou muitas partes que compõem seu texto. “Muitas passagens, imperceptíveis ou sem importância para outros, eram, para mim, pedras angulares: davam sentido e vazão à minha trama e mitigavam minhas atribulações” diz o autor.
Na Bíblia não há referência alguma a Judas Tomé. Só aparece Tomé e, no Evangelho de João, menciona-se Tomé, o Dídimo. Em suas pesquisas, o autor descobriu que Tomé também se chamava Judas – além do Tadeu e do Iscariotes. Tomé, seu cognome, vinha de uma palavra em aramaico que significa gêmeo. Mas que gêmeo é esse? E de quem? Seria o gêmeo de Jesus? Seria um gêmeo biológico ou uma expressão que o apontava como o discípulo que mais se assemelhou ao mestre?
E é sobre esse personagem, possivelmente tão importante quanto os quatro evangelistas, que Klein discorre, deixando claro que, para minorar polêmicas religiosas, restringiu a presença de Jesus o máximo possível, apesar de Ele ser fundamental no livro. “Cada palavra ou gesto que se afastou dos textos canônicos angariou-me uma bela excomunhão, mas nada que escrevi foi pautado pelo ódio a um povo ou a uma religião”, afirma o autor.
Sobre o autor: Antonio Carlos Klein, magistrado e mestre em Direito, leciona Ciência Política na Universidade de Fortaleza e ministra Técnica de Interrogatório em cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação. Fundou o jornal universitário Folhetim Jurídico, quando cursava a Faculdade de Direito da UFC. Escreveu as biografias Paulo Bonavides e Farias Brito para a “Coleção Terra Bárbara” da Fundação Demócrito Rocha. Teve vários contos premiados em concursos literários. Integra o Sancho Pança, grupo dedicado à leitura dos grandes clássicos da literatura mundial. Ateu apaixonado pelas histórias bíblicas, que sua mãe lhe contava à hora de dormir, lê e relê o Antigo e o Novo Testamento sob a convicção de que fazer o bem não pode depender da promessa de uma recompensa posterior.

Título: JUDAS TOMÉ
Autor: ANTONIO CARLOS KLEIN
Editora: GRUPO EDITORIAL SCORTECCI
Páginas / Preço: 320 / R$ 50,00
Público alvo: Amantes da boa leitura, sobretudo os que gostam de literatura, história e religião
Veja também: www.youtube.com/watch?v=DUSHzG_pXkM

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