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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ação e romance são os ingredientes de Sangue de Lobo

Editora DCL lança livro definitivo sobre lobo, escrito pelas autoras Rosana Rios e Helena Gomes, no qual explicam a transformação de um homem em lobisomem.



Em um mundo fantástico de lobos, homens e criaturas assustadoras, as escritoras Helena Gomes e Rosana Rios criaram uma história que promete prender a atenção do leitor até a última linha. Sangue de Lobo, que chega às livrarias de todo o Brasil no mês de agosto pelo FAROL Literário, selo do grupo DCL (Difusão Cultural do Livro), mostra uma série de assassinatos que aconteceram no século XX e voltam a acontecer no século XXI. A história, recheada de suspense, romance, ação e mistérios, revela porque as autoras são reconhecidas por criar mundos fantásticos que fascinam pessoas de todas as idades.

Em Sangue de Lobo, um antigo original de um livro, contando uma história de mistério e morte que acontece no século XX, jaz esquecido num pequeno museu em um restaurante no interior de Minas Gerais. Duas jovens, Ana Cristina e Cristiana, em viagem com a família de Ana, encontram-no e leem a história. Elas ficam assustadas, pois o enredo do livro retrata exatamente o jogo de RPG que elas criaram com amigos em São Paulo. E o mais curioso: a história se passa na cidade onde vão passar as férias. Foi lá que ocorreram crimes em série no início do século XX. E, no mesmo local, 100 anos depois, volta a acontecer uma sequência sinistra de mortes – oito macabras bonecas de porcelana parecem corresponder às vítimas de um insano assassino serial.

As histórias do presente e do passado se misturam, a partir do personagem Daniel que, na verdade, é o lobisomem, o Hector um rapaz inglês do passado que lutava contra a maldição. O livro trata ainda da relação de amor entre uma garota e um lobisomem. A origem do nome, Sangue de Lobo, está na explicação do que acontece com o sangue para que o personagem se transforme em lobo. As autoras foram buscar explicações científicas para justificar a transfiguração. Por isso, a obra está sendo chamada de “o livro definitivo sobre lobisomens”. Como contos da mitologia e do folclore, em que seres humanos se transformam em animais, e devem passar por duras provas para reencontrar sua parcela de humanidade, nesta história a busca interior de cada personagem os levará a enfrentar a maldade e a loucura em busca de respostas – se não sobre os crimes, quem sabe sobre si mesmos.

Esse é o primeiro encontro literário das duas autoras que são apaixonadas pelo mundo fantástico. “Fantasia, aventura e seres fantásticos estão entre os elementos que gosto muito de colocar nas minhas histórias. Acho que escrevo sobre eles porque também me fascinam. E nada como um bom fascínio para dar ideias a um escritor”, justifica a autora Helena Gomes. “Acho que o Fantástico – a Ficção Científica, o Terror, a Fantasia – são gêneros que dão mais liberdade ao escritor para falar de assuntos importantes, sem ser chato”, diz Rosana Rios.

Rosana Rios e Helena Gomes já se conheciam do meio literário. Helena já havia lido alguns livros de Rosana desde o final da década de 1990. Elas se encontraram várias vezes em lançamentos, feiras e encontros, até que, num desses eventos, almoçaram juntas e Rosana fez um convite para que escrevessem um livro juntas. “Achei que ela ficou meio tímida, mas dias depois me mandou o início de uma história com o personagem Hector: um rapaz inglês que, nos primeiros anos do século XX, está condenado a se transformar em lobisomem nas noites de Lua Cheia. Adorei a concepção do personagem, que lutava contra aquela maldição, e propus um outro personagem importante, o Daniel, que viveria no século XXI. Então começamos a escrever. A história tomou vida nas nossas cabeças e acabou virando um livro policial muito emocionante”, recorda Rosana Rios.

Criando o livro

Ao ler Sangue de Lobo, o leitor percebe a boa sintonia que houve entre as autoras. Na Parte 1 da obra, Helena Gomes ficou com a parte do passado (século XX), enquanto Rosana Rios com o presente (século XXI). Já na Parte 2, os capítulos foram divididos e cada uma ficou responsável por alguns deles. “Mas sempre demos palpite nos capítulos uma da outra, intercalamos cenas, mudamos acontecimentos até ficarmos satisfeitas com o resultado final”, comenta Rosana Rios.
Para criar a obra, as duas fizeram ainda várias pesquisas, como explicar cientificamente a transformação de um ser humano em lobo. “Qual é o agente que desencadeia a mutação em lobo? Fomos pesquisar em vários mitos sobre transformação e nas histórias do folclore mundial sobre lobisomens, e também fomos estudar a composição do sangue humano. Descobrimos coisas incríveis, que explicam perfeitamente a contaminação que resulta na Licantropia. E, já que está tudo no sangue, daí tiramos o nome do livro – Sangue de Lobo. Basta dizer que o leitor vai finalmente entender o que faz uma pessoa virar lobo e como reverter a maldição”, revela Rosana Rios.

Um dos pontos altos de Sangue de Lobo é que a história fantástica se passa no Brasil. “Há cenários incríveis aqui, só esperando uma chance de serem descobertos. A cidadezinha de Passa Quatro, em Minas, onde se passa a trama, é uma delícia, cercada por montanhas numa paisagem de tirar o fôlego”, conta Helena Gomes. Isso sem falar das oito macabras bonecas de porcelana que ficarão marcadas na memória do leitor. “Aquelas bonecas de porcelana me dão calafrios. Elas, com certeza, chamam a atenção (rsrs)”, brinca Helena.

Para elas, as histórias fantásticas são muito importantes para a formação do jovem, público-alvo do livro. “Além de ser muito atraente para o leitor jovem, o Fantástico apresenta possibilidades sem fim de reflexão sobre a realidade. Às vezes é importante nos afastarmos do mundo real para compreender melhor como ele funciona. E, como nas histórias de fantasia usamos muitos elementos dos mitos e do folclore (como a figura do lobisomem), trabalhamos com arquétipos, motivos antigos que fazem parte da literatura desde sempre. Tudo isso enriquece o leitor”, opina Rosana Rios.

Para conhecer um pouco mais sobre o livro e o trabalho das autoras, acesse o blog http://sangue-de-lobo.blogspot.com/
FICHA TÉCNICA:


 
Título: Sangue de Lobo
Autoras: Helena Gomes e Rosana Rios
Formato: 15,5 x 23,5
Nº. de Páginas: 520
Acabamento: capa laminação fosca com verniz
ISBN: 978-85-62525-35-3

Viver sem Morrer

Toda uma trajetória de quem conviveu e cuidou com carinho por nove anos do pai com esclerose lateral amiotrófica.


A cada 90 minutos alguém é diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) - há 3 casos a cada 200 mil pessoas. A Doença de Neurônio Motor (DNM), como também é chamada, é uma condição neurodegenerativa que progride rapidamente e compromete os neurônios que comandam os movimentos.

Quando Mauricio Cukierkorn, então com 62 anos de idade, recebeu o diagnóstico de ELA - esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa, rapidamente progressiva, irreversível e fatal, sua família se mobilizou para oferecer a melhor qualidade de vida possível ao paciente e para buscar informações sobre as melhores opções de tratamento para a doença.


O engenheiro conviveu nove anos com a doença, muito mais do que previram os seus médicos e do que a estimativa em geral, vivendo cada dia com disposição e força de vontade. Não "abandonou" o trabalho totalmente e as horas de lazer foram valorizadas. O apoio da família foi fundamental durante todo o tratamento. A experiência de cuidar do pai e dedicar carinho e apoio para com ele resultou em um livro de escrita singela, em que a filha, Flora Cukierkorn Diskin descreve a trajetória de sua vida e de toda a família durante os nove anos do tratamento da doença do pai.
O objetivo de "Viver sem Morrer - a vida com ELA - esclerose lateral amiotrófica" (Minha Editora - selo editorial Manole, 2010, 112 páginas, ISBN: 978 85 7868 013 8) não é contar a história de vida de uma pessoa com a doença, mas sim homenagear um pai, apresentando maneiras de lidar com as fases da doença e relatando como ela interage com o corpo do paciente. Como ela mobiliza a família e como o paciente precisa de apoio, dedicação e acima de tudo, muito amor.

Dentro de inúmeras limitações e desgastes, a família procurou proporcionar bons momentos a Mauricio, estando ao seu lado durante o tratamento, ressaltando a importância do amor dado ao doente e a necessidade de mostrar que cada dia a mais na vida vale a pena. Os dias passam a ter muita importância e toda vivencia a mais é entendida como um acréscimo, faz da presença um novo aprendizado e o estar junto é cada dia mais valorizado.

De acordo com Flora, a obra demonstra que o carinho e os cuidados adequados auxiliam de forma decisiva no tratamento, amenizando o sofrimento do paciente. "Quando deixamos um doente isolado, ele acaba desistindo de viver, por isso os cuidados são importantes para encorajar o paciente em busca da 'cura", em busca do amanhecer", afirma.
Outro destaque da história fica por conta da força de vontade que influencia positivamente, o que permitiu a Maurício superar as expectativas dos médicos. "O primeiro médico que diagnosticou meu pai deu para ele apenas um ano de vida, mas ele viveu nove", conta Flora. E completa: "Nos nove anos de tratamento do meu pai houve dor, sofrimento, mas também oportunidade de vivenciar conquistas, aprendendo muito estando ao seu lado em momentos importantes."

Ao longo dos capítulos, médicos que auxiliaram no tratamento tiveram espaço para expor suas ideias e relatar um aprendizado bilateral, explicando a doença com seus detalhes por meio de uma linguagem simples e direta. "Escrevi o livro sentindo todo o apoio de meu pai para que eu contribuísse de alguma forma com as pessoas doentes e para com os seus familiares, que muitas vezes não conseguem lidar com a doença e entender que o doente precisa de auxílio e paciência", ressalta a autora.

O livro consegue ir além de um desabafo, mostra a importância da crença na cura e a superação de Mauricio, despertando a alma do leitor para a vida.

Esclerose lateral amiotrófica - ELA
Doença rara (com incidência ao redor de 1,5 caso/100.000 pessoas por ano), a esclerose lateral amiotrófica (ELA), ou doença do neurônio motor (DNM), é uma condição neurodegenerativa, caracterizada por comprometimento dos neurônios motores do cérebro (neurônio motor superior - NMS) e da medula nervosa (neurônio motor inferior - NMI). A condição é de etiologia desconhecida e, até o momento, não há cura. Sintomas: cãimbras, fraqueza muscular e insuficiência respiratória. O estágio final da doença é dramático: os pacientes ficam no leito, sem movimentos, com respirador artificial, com alimentação via sonda e comunicação comprometida, muitas vezes só conseguida por meio de movimentos oculares.

Sobre a Autora:

Flora Cukierkorn Diskin - Formou-se em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em seguida, em 1990, estudou decoração de interiores. Inspirada no pai, Mauricio Cukierkorn, engenheiro civil, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), especializou-se nas áreas de construção e reformas, bem como de decoração de imóveis comerciais e residenciais. Obteve reconhecimento por trabalhos em arquitetura de interiores em diversas publicações.