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quarta-feira, 8 de julho de 2009

NO MUNDO DA LUA fala sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

Comportamentos tais como desatenção, inquietude e impulsividade são tratados muitas vezes como reflexo da personalidade de cada indivíduo, mas na verdade podem ser sintomas de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – um distúrbio que acomete crianças, jovens e adultos.
Em “No mundo da lua”, editado pela Casa & Leitura Médica, o autor e psiquiatra Paulo Mattos, revela que todos nós temos um índice de desatenção, porém algumas pessoas, cerca de 5% da população, têm os sintomas em excesso. Normalmente, dizemos que a aquela pessoa está “no mundo da lua”.
O autor mostra como identificar esse tipo de problema nas crianças e adolescentes, indicando também que ele pode comprometer o desempenho escolar, além de se associar a uma maior freqüência de acidentes em geral (inclusive automobilísticos), abuso de álcool e drogas, depressão e ansiedade. Nos adultos, ocorre ainda maior incidência de desemprego e divórcio.
“Em geral os sintomas no adulto são basicamente os mesmos, expressando-se de forma parecida nas diferentes etapas da vida: o aluno que não presta atenção ao que professora diz e o marido que parece não escutar o que a mulher está contando”, exemplifica o autor.
Segundo, Paulo Mattos, as pessoas com TDAH são também impulsivas, trocam de ideias a toda hora, relutam em iniciar longas tarefas que exijam concentração, demonstram esquecimentos em curto prazo e ainda, têm dificuldades em organizar-se.
“O TDAH causa impactos extremamente negativos no dia-a-dia das pessoas, sendo às vezes um problema para a vida toda: em cerca de 60% ele é crônico, causando dificuldades tanto para o garoto que vai à escola quanto para adulto que é casado, tem filhos e trabalha”, revela.
Para orientar essas pessoas, “No mundo da lua” esclarece o tema abordando as causas, os sintomas, conseqüências, além de orientar sobre os tratamentos disponíveis. Através do sistema de perguntas e respostas, o livro é indicado aos portadores de TDAH, que não lêem por muito tempo e gostam de ir “saltando” partes e também para as pessoas que os cercam.