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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Contos e lendas resgatam a cultura japonesa para crianças

Abordo de um navio de 6 mil toneladas, o Kasato-Maru, 781 mil japoneses desembarcaram em Santos para trabalhar em fazendas de café distribuídas por todo o Brasil. Isto ocorreu no dia 18 de junho de 1908 e até 1968 mais de 200 mil nipônicos já pisavam em solo brasileiro. Para homenagear esses imigrantes, 18 de junho passou a ser o Dia do Imigrante Japonês. Para lembrar a data, Edições SM apresenta títulos que nos ajudam a compreender essa cultura, como Lin e o outro lado do bambuzal, ABC do Japão, Os livros de Sayuri e Contos da montanha para crianças de todas as idades.
Com Lin e o outro lado do bambuzal, de Lúcia Hiratsuka, leitores iniciantes (a partir de 6 anos) podem aprender não só sobre cultura japonesa, mas também sobre amizade, inclusão social e respeito pelas diferenças. Lin é um filhote de raposa que quer descobrir o mundo do outro lado do bambuzal. Mas, para atravessá-lo, ele precisa dominar a difícil arte da transformação, tradicional entre as raposas. Em suas aventuras, Lin conhece um broto de bambu e uma menina cega. A história apresenta traços importantes da cultura oriental, como os ritos de passagem e de crescimento.
Já em ABC do Japão, de Stela Barbieri, leitores em processo (a partir de 8 anos) podem fazer um passeio pelo país do Sol Nascente, com suas paisagens feitas de praias, vulcões e jardins, por suas tradições milenares (como o zen-budismo) e sua arte (como o kabuki, o haicai e o ukiyo-e), seu povo e seus costumes. Entre dragões e xóguns, espadas e lanternas, todo um mundo se descortina, com força e delicadeza.

Em Os livros de Sayuri, também de Lúcia Hiratsuka, Sayuri e o irmão saem algumas noites para estudar, ela quer aprender a ler os livros de seus pais. Ocorria a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e o Brasil havia cortado relações diplomáticas com o Japão. As escolas, publicações e reuniões da comunidade estavam proibidas. Com medo, o pai de Sayuri enterra todos os livros da casa, mas ela esconde um dentro do colchão, no qual treina sua leitura com os ideogramas que aprende. Dessa forma, leitores fluentes (a partir de 10 anos) descobrem que ler e escrever podem ser um prazer.

Em outro livro para crianças da mesma fluência leitora, Contos da montanha, Lúcia Hiratsuka resgata três mitos do Japão, cujo cenário principal é a montanha: a yamaubá quer porque quer comer um pequeno monge que colhe castanhas na floresta; o oni, uma espécie de monstro das neves, trava um duelo mortal com um samurai poderoso; e yukionna, um ser sobrenatural, se transforma em aldeã para casar com o filho de um homem que matou pouco tempo antes. Humor, medo e mistério são os ingredientes dessas três lendas japonesas.
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